Porque a verdade já foi colocada ao contrário, quando a verdade de Deus (voluntário do nada e da negação) são uma só coisa.
É contra este instinto teológico que nos devemos insurgir porque, por toda a parte, encontramos vestígios desse instinto. O que um teólogo tiver de verdadeiro será falso.
Os teólogos carecem de dignidade.
É o seu mais baixo instinto de conservação que o proíbe de honrar a verdade, ou sequer conceder-lhe a palavra, seja sobre que assunto for. O padre aconselha o homem a recolher todos os seus sentidos em si e suprimir as relações com o mundo.
Todo aquele que se faz valer pelo seu estatuto, e não pela sua capacidade, como é o caso dos padres, é porque não vale mais que isso. Os padres, que se consideram orientados por uma virtude de elevada abstracção, advogam um olhar superior sobre a realidade, no entanto, apregoam o contrário.
É profundamente lamentável, mas a igreja teve uma grande parcela de culpa, a decadência moral e social que se observa em Portugal ao longo da sua história.
A mudança de ideologia é evidente.
A igreja cada vez mais vive refém do Estado, ou seja, do dinheiro do Estado, ou, de todos nós, porque sem isso, não existiria a Igreja, nem religião. Porque não separar a relação Estado/Igreja?
Essa separação, fora pensada em 1917, aquando Afonso Costa e o Presidente Bernardino Machado montaram um esquema de completa separação do Estado/Igreja.
Só que a igreja contra-atacou, a maneira que a igreja encontrou para contra-atacar essa medida foi o “famoso milagre”.
Teve de ocorrer no centro do país por questões logísticas.
O primeiro local escolhido foi a zona de Abrantes, mas acabou por ser a zona de Fátima, por questões monetárias.
A história do “Milagre” que é uma pura mentira.
Infelizmente, a igreja tem-se mantido muito calada mesmo diante da crescente deterioração da decência e dos bons costumes.
A maiorias dos líderes da igreja têm sido displicentes nesta questão e no aperfeiçoamento religioso.
Os líderes da igreja, ou seja os cardeais, bispos etc., não se podem acomodar e julgarem-se perfeitos e correctos.
A igreja e a religião é feita por homens e só a razão abala a fé.
Mas como pode a fé ser abalada se não existe?
Vêm tais coisas “abaixo” de si, como forças perniciosas e sedutoras, acima das quais, “o espírito” plana numa abstracção pura como se a humildade, a castidade e a pobreza, numa palavra a “santidade”, não tivessem causado até hoje infinitamente mais prejuízo à vida que qualquer horror, qualquer vicio, basta ver a perseguição que a igreja fez aos hereges, as cruzadas a inquisição etc……
Ao longo da historia a Igreja matou mais que o Holocausto, Estaline, Mao e muitas guerras. E continua a haver fé.
Pura demagogia!!!!!!
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