Dienstag, Juli 26, 2011

O Estado da Igreja e a Não Existência de Deus V

Ao longo dos tempos o mal que a igreja fez a si própria através da sua vinculação e apoio à ditadura, ou ás ditaduras, só pode comparar-se ao mal que essa igreja fez à consciência de milhões de católicos pelo mundo fora.

Ninguém fez tão mal ao povo quanto a igreja, que através da inquisição praticou os crimes mais abjectos.

A Igreja matou e continuará a matar para que os seus interesses se mantenham intactos. Por vinculação não se entende unicamente a voz, mas também o silêncio, não podendo a igreja ser uma neutralidade, é essa neutralidade da igreja que acabou com a própria igreja.

A igreja foi ao fim ao cabo, um serviço ou uma muleta às ditaduras, a igreja foi uma incoerência, sem freio e sem ética.

Tudo o que a igreja fez, e disse, de mal e que não assumiu, na verdade são tão intrínsecas como a mentira em que vivem.

Mais, a igreja utilizou uma posição de silêncio para que, nos bastidores, pudesse apoiar as ditaduras.

Esta posição pode ser explicada por constrangimento, neutralidade ou medo provocado pelas próprias ditaduras.

Esta tomada de não posição era um apoio, por omissão, a essas ditaduras. Ou essa intimidade entre a igreja e as ditaduras, competem por uma questão de princípio, ou de receio, ou de interesses ideológicos?

Ou serão interesses monetários?

Se fora por questões de princípios da igreja, porquê viola-los agora e só agora? Onde aparecem na praça pública criticando quer políticos quer políticas, quando não são do seu interesse. Há memória da igreja criticar os regimes anteriores, quer de Salazar, Franco, Mussolini, ou até Hitler?

E se foi por questões de receio, onde está a ousadia, da igreja?

Na minha pobre, humilde e discutível, opinião, foram questões e interesses monetários tudo porque a igreja, e os seus representantes sempre seguiram as pisadas do poder, do poder económico, do bem-estar e do benefício próprio.

E aí podemos encontrar a explicação para o apoio e vinculações ás ditaduras e ao fascismo ao longo da história Europeia, apoio esse feito de forma silenciosa. Enquanto o padre continuar a passar por ser “superior” – o padre esse caluniador, pregador de mentiras, envenenador da vida por profissão - não haverá resposta para a pergunta – “o que é verdade”?