Montag, August 08, 2011

Somália

Há acontecimentos que o tempo nunca apaga.
Foi um crime que manchou para sempre a Europa e o Mundo, chamaram-lhe Holocausto.
E não pode ser esquecido para que não se volte a repetir.
Infelizmente porem o Mundo, conhece hoje uma outra tragédia, brutal, e estúpida que também o envergonha, não se passa em campos de concentração, não existem câmaras de gás, nem há guardas, mas a fuga e impossível, passa-se em países inteiros feitos de morte latente, sobretudo em África, sobretudo na Somália.

As vitimas são MILHARES de CRIANÇAS e MULHERES, sofrem de fome, doença e falta de agua. Há milhões de pessoas deslocadas, pelas guerras, que matam os outros , milhões , sem acesso aos cuidados de saúde tão pouco á educação.
Aqui a responsabilidade, não e como no Holocausto, de um lupo dominado pelo ódio e do regime que o construiu. Aqui a responsabilidade é colectiva, acima de tudo de um grupo de políticos corruptos, sem que ninguém os julgue, principalmente da ONU.
E de uma sociedade que maioritariamente se recusa a olhar a sua volta.
Preocupados com os seus próprios interesses imediatos , que faz da indiferença o escudo protector, de cada consciência.
E preciso de facto não esquecer o horror, do Holocausto mas se já nada se pode fazer, senão invocar as suas vitimas, muito se pode fazer ainda para salvar milhões de vidas em risco, que hoje povoam o Mundo.
E cada um de nos tem de saber a sua cota de responsabilidade.

Que assim seja......

Mittwoch, Juli 27, 2011

O Estado da Igreja e a Não Existência de Deus VI

Porque a verdade já foi colocada ao contrário, quando a verdade de Deus (voluntário do nada e da negação) são uma só coisa.

É contra este instinto teológico que nos devemos insurgir porque, por toda a parte, encontramos vestígios desse instinto. O que um teólogo tiver de verdadeiro será falso.

Os teólogos carecem de dignidade.

É o seu mais baixo instinto de conservação que o proíbe de honrar a verdade, ou sequer conceder-lhe a palavra, seja sobre que assunto for. O padre aconselha o homem a recolher todos os seus sentidos em si e suprimir as relações com o mundo.

Todo aquele que se faz valer pelo seu estatuto, e não pela sua capacidade, como é o caso dos padres, é porque não vale mais que isso. Os padres, que se consideram orientados por uma virtude de elevada abstracção, advogam um olhar superior sobre a realidade, no entanto, apregoam o contrário.

É profundamente lamentável, mas a igreja teve uma grande parcela de culpa, a decadência moral e social que se observa em Portugal ao longo da sua história.

A mudança de ideologia é evidente.

A igreja cada vez mais vive refém do Estado, ou seja, do dinheiro do Estado, ou, de todos nós, porque sem isso, não existiria a Igreja, nem religião. Porque não separar a relação Estado/Igreja?

Essa separação, fora pensada em 1917, aquando Afonso Costa e o Presidente Bernardino Machado montaram um esquema de completa separação do Estado/Igreja.

Só que a igreja contra-atacou, a maneira que a igreja encontrou para contra-atacar essa medida foi o “famoso milagre”.

Teve de ocorrer no centro do país por questões logísticas.

O primeiro local escolhido foi a zona de Abrantes, mas acabou por ser a zona de Fátima, por questões monetárias.

A história do “Milagre” que é uma pura mentira.

Infelizmente, a igreja tem-se mantido muito calada mesmo diante da crescente deterioração da decência e dos bons costumes.

A maiorias dos líderes da igreja têm sido displicentes nesta questão e no aperfeiçoamento religioso.

Os líderes da igreja, ou seja os cardeais, bispos etc., não se podem acomodar e julgarem-se perfeitos e correctos.

A igreja e a religião é feita por homens e só a razão abala a fé.

Mas como pode a fé ser abalada se não existe?

Vêm tais coisas “abaixo” de si, como forças perniciosas e sedutoras, acima das quais, “o espírito” plana numa abstracção pura como se a humildade, a castidade e a pobreza, numa palavra a “santidade”, não tivessem causado até hoje infinitamente mais prejuízo à vida que qualquer horror, qualquer vicio, basta ver a perseguição que a igreja fez aos hereges, as cruzadas a inquisição etc……

Ao longo da historia a Igreja matou mais que o Holocausto, Estaline, Mao e muitas guerras. E continua a haver fé.

Pura demagogia!!!!!!

Basta ver a história do Vaticano

Dienstag, Juli 26, 2011

O Estado da Igreja e a Não Existência de Deus V

Ao longo dos tempos o mal que a igreja fez a si própria através da sua vinculação e apoio à ditadura, ou ás ditaduras, só pode comparar-se ao mal que essa igreja fez à consciência de milhões de católicos pelo mundo fora.

Ninguém fez tão mal ao povo quanto a igreja, que através da inquisição praticou os crimes mais abjectos.

A Igreja matou e continuará a matar para que os seus interesses se mantenham intactos. Por vinculação não se entende unicamente a voz, mas também o silêncio, não podendo a igreja ser uma neutralidade, é essa neutralidade da igreja que acabou com a própria igreja.

A igreja foi ao fim ao cabo, um serviço ou uma muleta às ditaduras, a igreja foi uma incoerência, sem freio e sem ética.

Tudo o que a igreja fez, e disse, de mal e que não assumiu, na verdade são tão intrínsecas como a mentira em que vivem.

Mais, a igreja utilizou uma posição de silêncio para que, nos bastidores, pudesse apoiar as ditaduras.

Esta posição pode ser explicada por constrangimento, neutralidade ou medo provocado pelas próprias ditaduras.

Esta tomada de não posição era um apoio, por omissão, a essas ditaduras. Ou essa intimidade entre a igreja e as ditaduras, competem por uma questão de princípio, ou de receio, ou de interesses ideológicos?

Ou serão interesses monetários?

Se fora por questões de princípios da igreja, porquê viola-los agora e só agora? Onde aparecem na praça pública criticando quer políticos quer políticas, quando não são do seu interesse. Há memória da igreja criticar os regimes anteriores, quer de Salazar, Franco, Mussolini, ou até Hitler?

E se foi por questões de receio, onde está a ousadia, da igreja?

Na minha pobre, humilde e discutível, opinião, foram questões e interesses monetários tudo porque a igreja, e os seus representantes sempre seguiram as pisadas do poder, do poder económico, do bem-estar e do benefício próprio.

E aí podemos encontrar a explicação para o apoio e vinculações ás ditaduras e ao fascismo ao longo da história Europeia, apoio esse feito de forma silenciosa. Enquanto o padre continuar a passar por ser “superior” – o padre esse caluniador, pregador de mentiras, envenenador da vida por profissão - não haverá resposta para a pergunta – “o que é verdade”?

Sonntag, Juli 24, 2011

O Estado da Igreja e a Não Existência de Deus IV

A consciência ocorre no cérebro, mas é totalmente dependente dele. A consciência é, um processo físico e totalmente dependente da existência. É mais fácil provar a existência de algo, que provar a sua inexistência. Afim de provar algo que existe é preciso, apenas, mostrar um caso da sua existência, mas para provar o que não existe, é preciso vasculhar parte da realidade. Por isso, cabe aos teístas provar que deus existe, mas como não podem fazê-lo...........

Este é o significado e a base histórica de todo o dogma teológico: não compreender a natureza nem as causas naturais dos seus próprios pensamentos, não perceber as leis naturais que lhes são próprias, os primeiros homens da sociedade não podiam saber que os seus conceitos de absoluto eram apenas resultados da faculdade de conceber ideias abstractas. Esta é a razão porque eles consideravam estas ideias, tiradas da natureza, objectos reais diante dos quais a própria natureza deixou de ter significado.

Então começaram a adorar as suas próprias ficções, as suas noções impossíveis do abuso e a honrá-las.

Mas era necessário, de uma forma ou de outra, incorporar e tornar palpável a ideia abstracta do nada, ou seja, de deus.

Com este objectivo, exaltavam a ideia de divindade e dotavam-se de todas as qualidades e poderes, tanto bons quanto maus, que encontravam apenas na natureza e na sociedade. Esta foi a origem e a evolução histórica de todas as religiões, desde o fetichismo ao cristianismo. Não é minha intenção investigar a história dos absurdos religiosos, teológicos ou metafísicos, muito menos decidir o desenvolvimento das encarnações divinas e visões criadas por séculos de barbarismo. A superstição sempre deu lugar a assustadores azares que terminavam em torrentes de sangue e lágrimas. Mas todas estas repulsivas aberrações, da pobre humanidade foram circunstancias históricas inevitáveis no crescimento normal e na evolução do organismo social.

Tais observações, dominando a imaginação humana, geraram na sociedade a noção fatal de que o universo é governado por um poder e uma vontade sobrenaturais.

Século após século, a sociedade acostumou-se tanto a esta ideia que acabou matando todas as inclinações em direcção ao progresso e toda a capacidade de atingi-lo.

A ambição inicialmente de alguns indivíduos e depois de classes sociais inteiras, fez surgir a escravidão e a conquista dos princípios vitais e semeou profundamente a ideia da divindade.

Desde aí, toda a sociedade se tornara impossível sem ter como fundamento, as instituições da igreja e do Estado.

Estes dois flagelos sociais, infelizmente, ainda são defendidos por todos os teólogos e dogmáticos.

Todos os sistemas teólogos baseados na mentira e na falsidade estão unidos de tal forma que são mutuamente explanatórios.

Esta é a razão que os defensores destes sistemas utilizam para continuar a explorar o povo em nome da igreja.

Enchendo os seus bolsos e satisfazendo a sua luxúria imunda, ao mesmo tempo consolando-se com a ideia de que estão a trabalhar em nome de deus e pela vitoria da civilização e pela causa do proletariado. Na religião como na política, os cidadãos são apenas máquinas nas mãos dos exploradores.

Mas assaltantes e assaltados, opressores e oprimidos, vivem lado a lado, governados por um punhado de indivíduos que devem ser considerados como verdadeiros exploradores, quer sejam políticos, padres, pastores, arcebispos, bispos, cardeais, papas, etc….

São sempre o mesmo tipo de gente, livre de todos os preconceitos políticos e religiosos, que maltratam e oprimem quase como uma questão de consciência. Enquanto estes líderes iludem e enganam o povo, deliberadamente, os seus servos, os instrumentos da igreja, zelosamente dedicam-se a manter a santidade e a integridade desta terrível instituição. O pior mal, tanto para a humanidade quanto para a verdade e o progresso, é a igreja. Poderia ser de outra forma?

Não cabe à igreja a tarefa de perverter as gerações mais novas e, especialmente as mulheres? Não é ela que através dos seus dogmas, suas mentiras, sua estupidez e a sua ignomínia tenta destruir o pensamento lógico e a ciência?

Não é ela que ameaça a dignidade do homem, pervertendo as suas ideias sobre o que é bom e o que é justo?

Não é ela que transforma os vivos em cadáveres, despreza a liberdade e prega a eterna escravidão das massas em benefício dos tiranos e exploradores, apoiando e defendendo a mentira?

Não é, essa a mesma igreja implacável, que procura perpetuar o reino das sombras, da ignorância, da pobreza e do crime?

A igreja, hoje é vista por muitos como sendo a maior corrupção imaginária, ao longo dos séculos, nada pouparam à sua corrupção, fazendo de cada valor, um não valor, a verdade em mentira e da integridade, baixeza. Por isso, a igreja e a religião em si, estão cada vez mais desacreditadas, empobrecidas e apodrecidas nos dias de hoje, por isso os seus dogmas estão caducados, fora de tempo, de prazo e assim podemos perceber porque é que a igreja vive refém do povo, o que em séculos anteriores acontecia precisamente o contrario. Hoje, o povo não está de acordo com a forma como a igreja conduz a sua acção, ou seja, o seu envolvimento na política, o seu atrevimento, perante a sociedade. Isto porque o povo não ficará refém dos dogmas com sentido de mentira e falsidade e até aberrantes da igreja. Mas afinal o que esperaria a igreja?

Os seus dogmas caducaram, porque esse é o destino de todos os dogmas. A igreja parou no tempo e não faz sentido acreditar nela.

A igreja, hoje, pretende recuperar o povo que perdeu, mas para isso, resta-lhe uma solução, em primeiro lugar recuperar-se a si própria e considerar que no futuro poderão ocorrer “revoluções” onde a igreja e todo o seu séquito sejam chamados a prestar contas por tudo o que de mau tem vindo a fazer à humanidade, ao longo dos tempos.

O Estado da Igreja e a Não Existência de Deus III

A crença paranormal, só leva a jogos semânticos e ao não conhecimento. Portanto, não só deus, como qualquer forma de crença paranormal, é rejeitado pelo naturalismo.

Naturalismo não é cepticismo, naturalismo é a crença no existencial e a rejeição do paranormal em todas as suas formas. Sendo que a maior manifestação do paranormal é Deus, e negando-o estaremos a negar outros fenómenos irracionais. Duas afirmações são axiomáticas, categóricas, absolutas acima de qualquer discussão, existe a existência e a consciência. A existência não depende da consciência, mas a consciência depende da existência, porque ter consciência é ter a capacidade de perceber aquilo que existe, a capacidade de perceber o real. Se não existe absolutamente nada, a consciência seria uma impossibilidade. E como pode haver uma consciência consciente apenas e de si própria? É isso que chamam deus antes da criação, antes do universo. Uma consciência, consciente de nada, a isso chamamos de inconsciência, por isso deus, é uma inconsciência. Porque uma consciência que não é consciente de absolutamente nada, não passa de uma inconsciência, uma contradição.

Ter consciência implica em ter um objecto na consciência e esse objecto tem de ser algo existente, algo real. Portanto, a existência sempre precede à consciência e não o contrario, sendo assim deus não existe.Até o conceito de lugar ou espaço implica na existência de algo fora da consciênciaA consciência é um espelho, reflecte o existencial, não é o existencial que reflecte a consciência. Interessante é como toda a forma de misticismo parece querer que invertamos esse processo.Se alguém disser que percebe algo que não existe, então não pode chamar de consciência, mas sim de alucinação, imaginação, mas não de consciência. E nunca se ouviu falar de imaginação baseada em algo inexistente. Imaginação é uma combinação de imagens tiradas do existencial.Sem o existencial não podemos ter consciência e sem consciência onde podemos ter imaginação? O mesmo se pode dizer em relação à alucinação ou qualquer outra forma que o mundo mental possa assumir.Aquilo que gera a consciência em si mesmo, é um processo inconsciente. O cérebro foi feito para captar tudo o que existe, e apesar dele mesmo, estar voltado para o exterior e não para o interior. O cérebro percebe tudo apesar de não se perceber a si próprio. É a fonte do prazer e da dor, mas ele mesmo não sente nada. Todos os pensamentos e sentimento ocorrem no cérebro, mas nem de todos.

Samstag, Juli 23, 2011

O Estado da Igreja e a Não Existência de Deus II

Se considerarmos que toda a crença em entidades não fisicamente observáveis exige uma aceitação não racional da sua existência, acredito que se deva tomar uma opção coerente em relação à aceitação, ou não aceitação de todas elas, por parte da sociedade.

Este argumento tentará, segundo as premissas lógicas, mostrar que a opção do ateísmo e do cepticismo é mais lógica do que a fé ou do que a dúvida. No mundo de hoje, ninguém se preocupa se uma pessoa é Católica, Evangélica, Jeová, Budista etc…

Ter uma religião, qualquer que seja, parece ser um comportamento bem aceite na sociedade. A falta de religião é vista como um radicalismo extremo algo impensado e sem razão.

O paradoxo é que é a fé que exige a falta de razão de um indivíduo. A fé é a crença máxima que uma pessoa pode ter sem que para isso necessite de qualquer prova ou fundamento. A principal queixa contra o Ateu, é o facto que os crentes os vêm como uma pessoa maligna e sem princípios, esquecendo-se, que é possível ter moral e Ética sem ter religião.

Antigamente quando as pessoas não sabiam explicar alguns factos, atribuindo-os a seres “divinos” e essa crença evoluiu tanto que hoje a maioria das pessoas crêem em algo, seja um Deus ou vários. Observando a historia da humanidade podemos ver que muitos fenómenos naturais, antes de serem explicados cientificamente, eram tidos como obras de Deus.

Em tempos mais remotos, os homens rezavam para que o sol nascesse no dia seguinte, índios dançavam para os deuses da chuva e amedrontavam-se com a fúria deles durante os Invernos e outros fenómenos naturais. A religião só existe porque a humanidade não tem resposta para tudo, mas, tudo tem a sua hora, a hora de descobrir o conhecimento de tudo, hora essa que não chegou.

Quando chegar não existirá mais essa farsa de religiões e de Deuses, apenas formulas físicas que explicarão o universo.

E não adianta perguntar como surgiu, que ninguém sabe, mas um dia saberemos e isso não passará apenas de fórmulas científicas, lógicas que acabarão com as crendices, demore o tempo que demorar. Todos os argumentos a favor da existência de Deus assim como todos os seus atributos são baseados numa premissa falsa. Nenhum deles pode sobreviver a um exame mais profundo. Só a existência existe, só o real existe. Só o natural existe, a existência é um factor primário. A existência não foi criada ela é indestrutível e eterna.A existência é um facto indiscutível.
Para discutirmos a existência, teríamos de usar argumentos de não-existencia, o que seria um absurdo.
O naturalismo é a crença de que tudo existe pode ser confirmado por factos, que a resposta está na própria Natureza.Sendo assim, somo obrigados a rejeitar, a não acreditar, no panenteísmo, teísmo ou deísmo nem em paranormalismos.

Nada é paranormal, tudo é natural.

Freitag, Juli 22, 2011

O Estado da Igreja e a Não Existência de Deus

Para o mundo católico a cruz é um símbolo de culto, mas vendo as coisas de outra forma a cruz é um símbolo de tortura, ou seja, significa um homem ensanguentado à espera da morte.

A santidade e o puro “espírito”, eis pura mentira!

A religião é como um refúgio, é o maior e cada vez mais universal, amparo à fraqueza do homem.

O padre é necessariamente mentiroso por instinto.

A mentira mais frequente, é aquela que se diz a si próprio, porque mentir aos outros, é uma relativa excepção.

Chamam caminho da verdade, à ilusão.

A ilusão é usada pelo padre, à semelhança dos políticos, para que se torne num suave tempero para disfarçar o sabor amargo da vida. Os padres vivem enfermos da falta de estudo e falta de conhecimentos básicos adequados à realidade e ao mundo de hoje, no desempenho da função, mostrando uma total ignorância, total desrespeito, e total prepotência, para com os outros, como se fosse genético. Os padres, à imagem dos políticos, servem-se sempre das grandes palavras de moral, porque têem necessidade delas a cada instante. Mas nesta questão, os padres são mais astutos, compreendem perfeitamente a contradição existente, que encerra a ideia de uma convicção, ou seja, um hábito costume de mentir e enganar tudo e todos. Fez-se e continua a fazer-se, da realidade uma aparência, o que conduziu e conduz a um mundo completamente forjado, o da essência, da aparência, e apresenta-se como realidade. Os padres, bispos, cardeais etc., são os melhores embusteiros, visto mentirem inocentemente.

Mas quais as causas desse poder?

A imbecilidade, a imbecilidade do poder político e do poder religioso, têem uma força extraordinária, mas é essencial, não a subestimar. Porque e de acordo com a sabedoria dos loucos, a mãe dos imbecis está sempre grávida.

O que nos leva a crer, que a taxa de natalidade dos imbecis é superior à dos não imbecis.

Os maus ás vezes descansam, os imbecis nunca.

Os erros dos imbecis são tão colossais e difíceis de prever que só prejudicam os prudentes, e beneficiam os que os cometem.

A verdade é que conseguem viver em felicidade, nem que seja numa felicidade léopardiana, que consiste na prática, numa ausência de infelicidade, que tem o pressuposto a estupidificação sem qualquer infelicidade positiva. Os “intelectuais” encontram a sua felicidade onde os outros se passeiam nos labirintos, na dureza para consigo mesmo e desrespeito para com os outros, na tentação, o seu prazer está em vencer-se a si mesmo, entre eles o ascetismo considera-se natureza, necessidade e instinto.

O conhecimento é uma das formas do ascetismo, compõe a classe dos homens mais honrosa, embora isto não impeça que ao mesmo tempo seja a mais alegre e a mais amável, imperam, não porque queiram imperar, mas porque não são, ou seja, não possuem a liberdade de ser os segundos. Os segundos são o elemento executivo dos intelectuais, aquilo que lhes está mais próximo, o que lhes pertence, o que os descarrega de tudo quanto é grosseiro, abuso de poder no trabalho de reinar no seu séquito.

Por isso, não há nada de arbitrário, nada de fictício, o contrario é o artificial, é então que a natureza é desumana e destruidora.

A ordem e a regulamentação das classes, não regulam e não formulam senão as regras superiores da própria vida, a separação dos três tipos é necessária para conservar a sociedade, para tornar possíveis os tipos superiores e supremos. Por isso nos dias de hoje, ser ATEU é provocar grande polémica.

Dienstag, Juli 19, 2011

Despesa Pública

A redução da despesa pública implica despedimentos e saída do Estado de várias áreas a que agora se dedica. Começa logo pelas elites partidárias. Todos os partidos portugueses, sem excepção, são mais socialistas que liberais. Como tal, quando não têm uma aversão doutrinária clara às soluções liberais, têm pelo menos algum desconforto em lidar com elas. Contudo, as elites dos partidos de poder, PS e PSD, poderão ter alguma clareza de espírito e perceber da necessidade de aplicar medidas liberais. O primeiro obstáculo é o próprio partido, as suas bases.

Esta primeira barreira, a do próprio partido tem justificações fáceis. Os partidos de poder destacam-se dos restantes por terem uma vasta gama de apoiantes, incluindo grupos de pressão, que albergam expectativas de recompensas em caso de vitórias eleitorais (lugares, ajudas, facilidades aqui e acolá). Estas ansiedades, legítimas ou não, têm uma consequência simples. Claro que quem espera obter benefícios do Estado não fica contente com políticas que visem a redução do mesmo. Menos bolo, menos boys.

É uma atitude estúpida, porque acabam por matar a galinha dos ovos de ouro. Mas esta gente não deve ter tido pais que lhes lesse os contos de fadas. Em relação aos outros partidos, bem se lhes reconhece a repugnância ideológica ao liberalismo, e deles mais não se pode esperar que propaganda apocalíptica e sem tréguas, naturalmente contra.

Mas admitindo que um destes partidos avançaria com medidas eficazes de descida da despesa pública (redução do estado). Bastaria o seu anúncio para provocar uma revolta no país. O outro partido de poder naturalmente seria contra, por mesquinhas razões eleitorais. Sindicatos, grupos de pressão e tudo o mais iriam ameaçar com corte de estradas, parar o país com greves, cortar os pulsos. Mas admitamos que se conseguiria um amplo consenso partidário para um conjunto de medidas, sossegando também alguns sindicatos. A próxima etapa seria o Presidente da República. Neste cenário, em teoria, também faria parte do consenso.

O próximo passo seria vencer a própria Constituição, que actualmente apenas permite mudanças de cosmética. Novamente, seria necessário um amplo consenso PS e PSD para fazer a sua alteração. O último passo decisório (ainda não na fase da implementação, que teria toda outra série de bareiras a vencer) seriam os próprios portugueses. Cerca de metade dos portugueses vive directa e indirectamente da actual configuração do Estado. Naturalmente seriam avessos à mudança. Esta barreira também só poderia ser vencida por um consenso partidário. Não é muito bonito de dizer, mas só deixando os portugueses sem escolha. Dizendo-lhes claramente que, quer ganhe PS ou PSD, algumas medidas fundamentais seguiriam sempre para a frente.

Chego, então, à conclusão que seria fundamental em quase todos os passos, um amplo consenso político. E este consenso politico já existiu noutras matérias basta lembrarmo-nos do caso do financiamento dos partidos.

Mas no actual estado dos partidos tal não é possível. Há demasiada sensação de estabilidade, os apuros parecem ainda poucos e alguns pensam mesmo que existem outras soluções. Mas devemos ter atenção. Consensos em democracia não devem ser a regra, que essa deve ser a disputa entre várias propostas. Consensos nunca são uma coisa saudável, serão uma solução de último recurso.

E penso que só mesmo como último recurso eles irão ocorrer em Portugal. Muito temos falado de crise nos últimos anos, mas a maior parte das pessoas continua a fazer a vida de modo normal, com alguns apertos à mistura. Por enquanto, queremos apenas mudar de ares, que as coisas melhorem um pouco, enquanto nos divertirmos a gozar com os políticos.

Só quando houver uma consciência real de que foram cometidos erros muito graves por todos, e que o actual paradigma, mais que esgotado, leva ao caos, há condições para mudar e existirem os tais consensos. Mas é imprevisível, porque se decide no desespero e pode haver a tentação de ganhar apenas disputas verbais com acusações mútuas e lançar de culpas.

Mas se ainda temos algum orgulho como povo, a determinada altura, teremos que colocar a mão na consciência, admitir os erros e procurar um novo caminho.

È preciso coragem política.

Que isso aconteça a tempo.