A consciência ocorre no cérebro, mas é totalmente dependente dele. A consciência é, um processo físico e totalmente dependente da existência. É mais fácil provar a existência de algo, que provar a sua inexistência. Afim de provar algo que existe é preciso, apenas, mostrar um caso da sua existência, mas para provar o que não existe, é preciso vasculhar parte da realidade. Por isso, cabe aos teístas provar que deus existe, mas como não podem fazê-lo...........
Este é o significado e a base histórica de todo o dogma teológico: não compreender a natureza nem as causas naturais dos seus próprios pensamentos, não perceber as leis naturais que lhes são próprias, os primeiros homens da sociedade não podiam saber que os seus conceitos de absoluto eram apenas resultados da faculdade de conceber ideias abstractas. Esta é a razão porque eles consideravam estas ideias, tiradas da natureza, objectos reais diante dos quais a própria natureza deixou de ter significado.
Então começaram a adorar as suas próprias ficções, as suas noções impossíveis do abuso e a honrá-las.
Mas era necessário, de uma forma ou de outra, incorporar e tornar palpável a ideia abstracta do nada, ou seja, de deus.
Com este objectivo, exaltavam a ideia de divindade e dotavam-se de todas as qualidades e poderes, tanto bons quanto maus, que encontravam apenas na natureza e na sociedade. Esta foi a origem e a evolução histórica de todas as religiões, desde o fetichismo ao cristianismo. Não é minha intenção investigar a história dos absurdos religiosos, teológicos ou metafísicos, muito menos decidir o desenvolvimento das encarnações divinas e visões criadas por séculos de barbarismo. A superstição sempre deu lugar a assustadores azares que terminavam em torrentes de sangue e lágrimas. Mas todas estas repulsivas aberrações, da pobre humanidade foram circunstancias históricas inevitáveis no crescimento normal e na evolução do organismo social.
Tais observações, dominando a imaginação humana, geraram na sociedade a noção fatal de que o universo é governado por um poder e uma vontade sobrenaturais.
Século após século, a sociedade acostumou-se tanto a esta ideia que acabou matando todas as inclinações em direcção ao progresso e toda a capacidade de atingi-lo.
A ambição inicialmente de alguns indivíduos e depois de classes sociais inteiras, fez surgir a escravidão e a conquista dos princípios vitais e semeou profundamente a ideia da divindade.
Desde aí, toda a sociedade se tornara impossível sem ter como fundamento, as instituições da igreja e do Estado.
Estes dois flagelos sociais, infelizmente, ainda são defendidos por todos os teólogos e dogmáticos.
Todos os sistemas teólogos baseados na mentira e na falsidade estão unidos de tal forma que são mutuamente explanatórios.
Esta é a razão que os defensores destes sistemas utilizam para continuar a explorar o povo em nome da igreja.
Enchendo os seus bolsos e satisfazendo a sua luxúria imunda, ao mesmo tempo consolando-se com a ideia de que estão a trabalhar em nome de deus e pela vitoria da civilização e pela causa do proletariado. Na religião como na política, os cidadãos são apenas máquinas nas mãos dos exploradores.
Mas assaltantes e assaltados, opressores e oprimidos, vivem lado a lado, governados por um punhado de indivíduos que devem ser considerados como verdadeiros exploradores, quer sejam políticos, padres, pastores, arcebispos, bispos, cardeais, papas, etc….
São sempre o mesmo tipo de gente, livre de todos os preconceitos políticos e religiosos, que maltratam e oprimem quase como uma questão de consciência. Enquanto estes líderes iludem e enganam o povo, deliberadamente, os seus servos, os instrumentos da igreja, zelosamente dedicam-se a manter a santidade e a integridade desta terrível instituição. O pior mal, tanto para a humanidade quanto para a verdade e o progresso, é a igreja. Poderia ser de outra forma?
Não cabe à igreja a tarefa de perverter as gerações mais novas e, especialmente as mulheres? Não é ela que através dos seus dogmas, suas mentiras, sua estupidez e a sua ignomínia tenta destruir o pensamento lógico e a ciência?
Não é ela que ameaça a dignidade do homem, pervertendo as suas ideias sobre o que é bom e o que é justo?
Não é ela que transforma os vivos em cadáveres, despreza a liberdade e prega a eterna escravidão das massas em benefício dos tiranos e exploradores, apoiando e defendendo a mentira?
Não é, essa a mesma igreja implacável, que procura perpetuar o reino das sombras, da ignorância, da pobreza e do crime?
A igreja, hoje é vista por muitos como sendo a maior corrupção imaginária, ao longo dos séculos, nada pouparam à sua corrupção, fazendo de cada valor, um não valor, a verdade em mentira e da integridade, baixeza. Por isso, a igreja e a religião em si, estão cada vez mais desacreditadas, empobrecidas e apodrecidas nos dias de hoje, por isso os seus dogmas estão caducados, fora de tempo, de prazo e assim podemos perceber porque é que a igreja vive refém do povo, o que em séculos anteriores acontecia precisamente o contrario. Hoje, o povo não está de acordo com a forma como a igreja conduz a sua acção, ou seja, o seu envolvimento na política, o seu atrevimento, perante a sociedade. Isto porque o povo não ficará refém dos dogmas com sentido de mentira e falsidade e até aberrantes da igreja. Mas afinal o que esperaria a igreja?
Os seus dogmas caducaram, porque esse é o destino de todos os dogmas. A igreja parou no tempo e não faz sentido acreditar nela.
A igreja, hoje, pretende recuperar o povo que perdeu, mas para isso, resta-lhe uma solução, em primeiro lugar recuperar-se a si própria e considerar que no futuro poderão ocorrer “revoluções” onde a igreja e todo o seu séquito sejam chamados a prestar contas por tudo o que de mau tem vindo a fazer à humanidade, ao longo dos tempos.